Onze projectos onde os números são suficientemente concretos para merecerem ser citados sem rodapés.

Casos de Estudo

O Studio.351 publica casos de estudo de projectos onde as métricas podem ser verificadas - diretamente ou em condições controladas, quando o cliente prefere confidencialidade. Estão disponíveis onze casos, distribuídos por seis indústrias (hotelaria, imobiliário, restauração, vinho, e-commerce, SaaS e B2B, retalho de luxo) e por sete disciplinas (SEO, GEO, performance marketing, web design, identidade de marca, gestão de reputação online, automação). Cada caso documenta o contexto inicial, a estratégia aplicada, o método de execução e os resultados finais - com horizonte temporal claramente identificado.
Como escolhemos os casos que publicamos
A maioria das agências apresenta apenas os casos com melhores resultados. A escolha é compreensível mas tende a produzir uma versão da realidade onde tudo correu bem, todas as campanhas superaram expectativas, e todos os clientes estavam satisfeitos. Esta narrativa é frequentemente menos persuasiva do que parece. Quem decide contratar uma agência costuma estar mais interessado em compreender como problemas concretos foram resolvidos - não em colecções de superlativos.
Os onze casos publicados pelo Studio.351 foram escolhidos com três critérios. Primeiro, métricas verificáveis: cada número apresentado é auditável, em condições partilhadas previamente com o cliente. Segundo, representatividade: os casos cobrem situações típicas dos sectores em que trabalhamos - não apenas os melhores resultados absolutos, mas as situações que se repetem com maior frequência. Terceiro, autorização escrita: nenhum caso é publicado sem aprovação formal do cliente para a versão pública.
Alguns clientes preferem confidencialidade total - particularmente em transacções críticas (M&A, due diligence, gestão de crise) ou em sectores onde a comunicação pública é incompatível com a natureza do projecto (fintech regulada, serviços jurídicos, gestão de reputação executiva). Nestes casos, partilhamos a informação em condições privadas, sob NDA recíproco, quando faz sentido para a decisão de contratação. A confidencialidade não é uma desculpa para evitar verificação - é uma condição operacional respeitada por princípio.

Os onze casos de estudo

Caso 1 - Imobiliária boutique em Lisboa

Métrica em destaque: +155%.
Subtítulo da métrica: leads qualificadas em 12 meses.
Indústria: Imobiliário.
Disciplina: SEO & GEO.

Resumo
Estratégia de SEO hiperlocal focada em palavras-chave de alta intenção por bairro (Príncipe Real, Chiado, Avenidas Novas, Cascais). Em doze meses: tráfego orgânico +410%, custo por lead reduzido em 50%, Top 3 no Google para vinte e cinco palavras-chave críticas. O resultado tornou-se observável a partir do quinto mês e estabilizou no oitavo.

Caso 2 - Grupo hoteleiro em Portugal

Métrica em destaque: −40%.
Subtítulo da métrica: comissões OTA, +70% reservas directas.
Indústria: Hotelaria.
Disciplina: Performance Marketing (PPC).

Resumo
Reestruturação de PPC integrada com gestão de OTAs e optimização da experiência de reserva directa. As campanhas Google Ads foram refeitas com tracking server-side e atribuição multi-touch. Em doze meses: comissões OTA reduzidas em 40%, reservas directas aumentadas em 70%, ADR (average daily rate) estável apesar do crescimento de volume. A equipa de marketing do hotel passou a explicar com clareza para onde ia o orçamento.

Caso 3 -Adega centenária no Alentejo

Métrica em destaque: +80%.
Subtítulo da métrica: vendas digitais em 9 meses.
Indústria: Vinhщ.
Disciplina: Web Design + UX.

Resumo
Redesign UX completo, com migração da plataforma de e-commerce e estratégia integrada de vendas online directas. O site anterior tinha sido construído em 2014 e dependia largamente de tráfego de marca. Em nove meses pós-relançamento: vendas digitais +80%, redução de 30% no investimento em PPC, aumento do ticket médio em 22%. A experiência de compra passou a reflectir a marca em vez de a contradizer.

Caso 4 - Startup SaaS B2B


Métrica em destaque: −60%.
Subtítulo da métrica: CAC em 14 meses.
Indústria: SaaS.
Disciplina: SEO + Conteúdo.

Resumo
Construção de presença orgânica para uma startup SaaS B2B em fase de escala. A dependência inicial de PPC para gerar trials estava a corroer margem. Em catorze meses: CAC reduzido em 60%, trial signups +280%, tráfego orgânico de palavras-chave bottom-of-funnel cresceu em proporção semelhante. A estratégia incluiu pillar pages, conteúdo orientado a comparações ("X vs Y"), e optimização da landing page de demo.

Caso 5 - Marca DTC de beleza no Amazon

Métrica em destaque: +91%.
Subtítulo da métrica: vendas em 3 meses, lucro 3.2x.
Indústria: Retalho de Luxo & Beleza.
Disciplina: Amazon Ads.

Resumo
Estratégia de crescimento para marca de beleza em fase de expansão multi-marketplace. Em três meses: vendas Amazon +91%, lucro líquido 3.2x, ACOS estabilizado em 14%. A estratégia combinou Sponsored Products optimizado por intenção, Sponsored Brands com creative editorial, e uso selectivo de Display para remarketing. O investimento total em Amazon foi inferior ao do trimestre anterior - o crescimento veio de eficiência, não de mais orçamento.

Caso 6 - Hotel de luxo em Portugal

Métrica em destaque: 4.7 -> 4.9.
Subtítulo da métrica: rating, receita auxiliar +15%.
Indústria: Hotelaria.
Disciplina: ORM proactivo.

Resumo
Implementação de ORM proactivo com triagem assistida por IA, em hotel de luxo já com excelente reputação inicial. O desafio não era resgatar uma situação degradada - era mover uma classificação já alta para o limite superior, onde cada décima conta para posicionamento em comparadores. Em oito meses: rating médio 4.7 -> 4.9, receita auxiliar (spa, restaurante, experiências) +15%, taxa de resposta a avaliações 100% em menos de 12 horas.

Caso 7 - Marca DTC em expansão internacional

Métrica em destaque: 6x ROAS.
Subtítulo da métrica: em 9 meses, novos mercados.
Indústria: E-commerce DTC.
Disciplina: Performance Marketing internacional.

Resumo
Validação e expansão para três novos mercados europeus (Espanha, França, Alemanha). O ponto de partida exigia identificar quais os mercados onde a marca tinha tracção orgânica suficiente para justificar investimento publicitário escalado. Em nove meses: ROAS 6x em média ponderada dos três mercados, com identificação clara do mercado prioritário (Alemanha) e de um mercado a posicionar a longo prazo (França).

Caso 8 - E-commerce de cosmética premium

Métrica em destaque: 2x.
Subtítulo da métrica: receita orgânica em 6 meses.
Indústria: E-commerce.
Disciplina: SEO técnico.

Resumo
Auditoria técnica completa que desbloqueou crescimento orgânico estagnado durante dezoito meses. A marca tinha boa autoridade de domínio, conteúdo de qualidade, e produtos com procura consistente - mas erros técnicos críticos (paginação mal implementada, schema ausente em categorias-chave, faceted navigation a gerar URLs duplicados) reduziam a indexação real. Em seis meses pós-correcção: receita orgânica duplicada, sem alteração de orçamento publicitário.
Caso 9 - Marca de skincare no Amazon

Métrica em destaque: +48%.
Subtítulo da métrica: lucro líquido, margem duplicada.
Indústria: Retalho de Luxo & Beleza. Disciplina: Amazon Ads (foco em margem).

Resumo
Estratégia focada em lucro, não em volume — pouco habitual em Amazon Ads, onde a indústria optimiza tipicamente por vendas brutas. A análise inicial revelou que 35% do investimento publicitário gerava vendas com margem zero ou negativa. A reestruturação consistiu em eliminar essas campanhas, redirigir orçamento para keywords de alta margem, e implementar bidding baseado em margem líquida por produto. Resultado: lucro líquido +48%, margem média duplicada, vendas brutas estáveis.

Caso 10 - Empresa B2B portuguesa

Métrica em destaque: −70%.
Subtítulo da métrica: custo por SQL (sales qualified lead).
Indústria: B2B.
Disciplina: LinkedIn Ads + Google Ads + integração CRM.

Resumo
Reestruturação completa do funil de geração de leads, com integração CRM (HubSpot) e implementação de qualificação multi-stage. O problema inicial não era o volume de leads - era a qualidade. 80% das leads geradas por Google Ads não chegavam a SQL; LinkedIn Ads gerava leads de qualidade superior mas com custo aparente proibitivo. A correcção envolveu redefinir SQL conjuntamente com a equipa comercial, e ajustar a estratégia em torno dessa definição. Em sete meses: custo por SQL reduzido em 70%, taxa de conversão de SQL para oportunidade +40%.

Caso 11 - Resort em Portugal

Métrica em destaque: 4.2 -> 4.6.
Subtítulo da métrica: rating, reservas directas +20%.
Indústria: Hotelaria.
Disciplina: ORM (recuperação de reputação).

Resumo
Recuperação de reputação em resort com classificação degradada após um período de gestão operacionalmente fraca. O ponto de partida era de 4.2 em Google e 7.8 em Booking - valores que reduziam significativamente as conversões em comparadores. A estratégia envolveu três frentes: resposta sistemática a todas as avaliações dos últimos 24 meses, processo interno para resolver queixas operacionais recorrentes identificadas nas avaliações, e geração proactiva de avaliações entre hóspedes satisfeitos. Em onze meses: rating Google 4.2 -> 4.6, Booking 7.8 -> 8.7, reservas directas +20%.

Os casos que não publicamos

Cerca de 40% dos projectos conduzidos pelo Studio.351 nos últimos cinco anos não aparecem nesta lista. As razões são quase sempre as mesmas: confidencialidade contratual, gestão de reputação em curso, posicionamento competitivo sensível, ou simplesmente preferência do cliente em manter o trabalho privado.

Para clientes potenciais em situações análogas - gestão de crise, due diligence reputacional, comunicação executiva sensível, projectos de M&A - partilhamos referências privadas em reunião, sob NDA recíproco, quando isso é determinante para a decisão de contratação. O que não publicamos é precisamente onde, com frequência, ganhamos a confiança que mais importa.
Quatro princípios metodológicos que sustentam todas as métricas apresentadas nos casos acima.

Como medimos resultados

(01)
Definição partilhada antes da execução
Cada métrica reportada num caso de estudo foi definida em conjunto com o cliente antes do início do projecto. "Sucesso" deixa de ser uma palavra avaliada subjectivamente depois do facto, e passa a ser um critério acordado por escrito antes do facto. Esta prática evita interpretações posteriores convenientes - em qualquer direcção.
Definição partilhada antes da execução
(02)
Métricas verificáveis em fontes independentes
Sempre que possível, as métricas apresentadas são auditáveis a partir de fontes que não dependem da agência: Google Analytics, Google Search Console, plataformas de Ads, motores de reserva, sistemas de CRM do cliente. O Studio.351 disponibiliza permanentemente acessos partilhados a estas fontes durante a colaboração - o que medimos é o que reportamos, e o que reportamos é o que está acessível.
Métricas verificáveis em fontes independentes
(03)
Horizonte temporal claramente identificado
Cada métrica reportada inclui o período em que foi medida. "+155% leads" sem contexto temporal é uma figura literária; "+155% leads em 12 meses, comparados aos 12 meses anteriores" é uma medição. Os casos publicados respeitam consistentemente este princípio.
Horizonte temporal claramente identificado
(04)
Atribuição honesta
Em projectos multi-canal, a atribuição entre canais é tecnicamente complexa e frequentemente arbitrária. Quando as métricas reportadas dependem de modelos de atribuição, o modelo utilizado é identificado. Quando uma melhoria provavelmente teria ocorrido sem a nossa intervenção (efeito sazonal, lançamento de produto, mudança regulatória), dizemo-lo. Esta abordagem reduz a magnitude aparente de alguns resultados - e aumenta a credibilidade do conjunto.
Atribuição honesta

Perguntas frequentes sobre os casos de estudo

Se algum dos casos acima se assemelha à situação da sua empresa - mesma indústria, mesmo desafio operacional, mesma escala de projecto - uma conversa de trinta minutos costuma ser suficiente para perceber se a abordagem aplicada lá faz sentido aqui. As reuniões iniciais são gratuitas e conduzidas pela pessoa que estaria envolvida no projecto, não por um responsável comercial dedicado.
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